Infelizmente, um tema está recorrente
na minha cabeça ultimamente: privatização. Quem trabalha comigo, sabe o porquê.
Todo o investimento público entregue nas mãos
de uma ou várias empresas privadas.
Quando eu estava no cursinho,
ouvia meu professor de geopolítica dizer que privatização era coisa de governo
liberal. E que o liberalismo era coisa de direita. Será que ainda é assim? Ou será
que algum dia foi assim?
O PT, quando no governo federal,
também privatizou. Podemos citar apenas os 5 aeroportos privatizados no governo
Dilma. Um bom negócio para o governo?
E o que o PSDB vem fazendo no governo de São Paulo nas últimas décadas?
Não foi à toa que o ex-governador
Geraldo Alckmin, todo sorridente, bateu o martelo no leilão da concessão das
linhas 5-Lilás e 17-Ouro. O grupo vencedor, CCR, velho conhecido do Estado de
São Paulo, arrematou pelo valor equivalente a 7,9% do total investido pelo
governo paulista. Privado.
Com isso, já somam 3 linhas
operadas pelo grupo CCR: juntando a linha 4-Amarela. Um bom começo. Depois
serão outras linhas, os prédios administrativos, tudo sob concessão, e em
poucos anos a população terá o grande grupo CCR administrando tudo que o
governo construiu. Todo o investimento público indo parar nas mãos de um
consórcio.
Como dizem por aí: a prática de
mercado é quem comanda tudo.
Quem trabalha numa dessas
empresas a ser privatizada, e acha que estará a salvo no caso de uma
privatização, engana-se.
Primeiro, criam um plano de
negócios, implantam um sistema gerencial “de mercado”, compram as ações de
pessoas físicas, depois criam os CSC-Centro de Serviços Compartilhados e depois
de outras etapas, tchau tchau.
O caminho é a privada mesmo!!! O
trocadilho do título deste post não foi escolhido à toa.