quarta-feira, 26 de setembro de 2018

O JOGO SÓ ACABA QUANDO TERMINA


Como eu terminei o post anterior, muita coisa pode acontecer ainda até as eleições.

E está acontecendo: o cenário mudou após a entrada definitiva de Haddad na campanha.

Ciro Gomes ficou para trás, sem crescimento em relação à pesquisa anterior. Alckmin não sai de um dígito. Marina? Alguém viu? Está em queda.

Enquanto isso, apenas o candidato do PT cresceu 3 pontos.

Como não podemos ignorar, os índices de rejeição dizem muito sobre a opinião do eleitor e podem decidir essa eleição: Bolsonaro ainda tem 46% de eleitores que não votariam nele de jeito nenhum. Sei que muitos de nós, em nossos círculos de amizade, ouvimos alguém dizer que vai votar em Bolsonaro. A partir daí, passamos a duvidar das pesquisas que apontam a elevada rejeição para ele.

Porém, eu acredito nas pesquisas e também acredito que essa rejeição é que não dará a vitória para ele, ainda mais se for para segundo turno.

Não, não estou louca. Não acreditem fielmente que Bolsonaro irá para segundo turno. Isso ainda não é uma certeza plena.

A rejeição ao PT também é bem grande: nessa pesquisa do IBOPE aponta que 30% não votaria em Haddad. Aliás, a rejeição dele só vem aumentando.

Ciro ainda é o candidato que tem a menor rejeição (18%): continuo batendo nessa tecla, como no post anterior.

A rejeição ao Alckmin está em 24%, mas quando recortamos por Estado, esse percentual sobe para 30% em São Paulo. Importante avaliarmos isso, pois é o Estado que ele governou por 14 anos. Por que os paulistas o rejeitam?

Tempo de exposição na mídia não foi tão relevante nessas eleições, pois o candidato do PSDB não decola, embora tenha o maior tempo de TV.

Algumas pessoas perguntam para mim se agora acredito que o Haddad vai ganhar.



Bem, acredito que ele irá para segundo turno, pois está ainda numa curva ascendente. E isso aparecerá nas próximas pesquisas. Porém, ainda tenho dúvidas quanto ao candidato Bolsonaro. Tudo devido a seu alto índice de rejeição. Pode surgir uma surpresa e ele não ir para o segundo turno.

Sei que muitos dos meus leitores já viram, mas para ilustrar tudo o que disse, coloquei abaixo o gráfico resumo das últimas pesquisas do IBOPE.


            Fonte: Pesquisas IBOPE: 20/08, 04/09, 11/09, 18/09 e 24/09.

Sabe aquela célebre frase? "O jogo só acaba quando termina."

Bem assim.
Vamos dar nosso voto de maneira consciente, sabendo as implicações que isso terá para nossas vidas.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Um cara sem destaque e sem ideologia


Na primeira pesquisa realizada sem o nome do ex-Presidente Lula como opção, Ciro sobe 3 pontos percentuais na pesquisa IBOPE.

Cheguei a falar: esse cara vai ganhar.

E disse isso não porque torço por ele, ou por ser sua eleitora, mas porque é uma tendência que a pesquisa mostra.

Baseada em que afirmo isso?

Ciro tem baixa rejeição (20%) em relação ao primeiro colocado: Bolsonaro tem 49% de rejeição. Marina tem rejeição de 26% e nas duas últimas pesquisas permaneceu com 12%. Alckmin cresceu 2%, mas está sendo muito questionado pelo que fez em São Paulo, ou deixou de fazer, com rejeição de 22%.

Ao começar a propaganda eleitoral gratuita na TV e rádio, as pessoas passam a conhecer melhor os candidatos, fazendo com que os índices de rejeição aumentem. É o que vamos ver daqui para frente.

Verdade é que muitas coisas podem mudar até o dia 07 de outubro e Bolsonaro e Haddad podem seguir para o segundo turno. E caso isso aconteça, a pesquisa mostra que o ex-capitão ganha, apesar da grande resistência feminina. (Nota: o eleitorado feminino equivale a 53% do total nacional)

Até essa certeza pode variar: a transferência de votos de Lula para Haddad segue uma incógnita: muitos votam na pessoa Lula e não tem fidelidade ao Partido dos Trabalhadores. Outros vêem o PDT, de Ciro Gomes, como melhor alternativa ao PT, do que arriscar em Haddad e esse se tornar uma “Dilma”, que contrariava algumas decisões do partido.

Trata-se de uma característica psicossociológica do eleitorado: votam baseados em sua experiência com candidatos do mesmo partido, com situações semelhantes em que o ex-Presidente Lula indica um candidato como seu sucessor de confiança.

Sempre haverá o voto útil: que leva o eleitor a votar no candidato “menos pior”: ele não quer um extremista que quer armar a população, mas também não quer um Presidente que privatize tudo ou outro que esqueça a redistribuição de renda. 

Veremos se isso se fundamenta ou não. Outras pesquisas serão feitas até o pleito e o cenário pode mudar, mas a tendência que temos hoje é a vitória do pedetista: um cara sem expressão, como dirá alguns, um político que passou por vários partidos, de diferentes ideologias, que diz que Deus é bom e o Diabo não é ruim.
Vai vendo.