Ando à procura da paciência para
continuar nas redes sociais. Tanta intolerância e defesas cegas tornam a
leitura ou um simples “passar d’olhos” impossível!
Até no momento mais triste que
uma pessoa pode passar: o luto! E para esse assunto tenho dois pontos de
indignação.
Primeiro: O desastre ocorrido em
Brumadinho: todos tem pressa de encontrar seus entes desaparecidos. Então, o
governo federal solicita/aceita ajuda dos soldados de Israel.
Muito bem.
Não! Muito mal para alguns.
Li várias manifestações que os
soldados matam crianças palestinas e ironicamente vem salvar brasileiros. Vocês
também devem ter lido algumas manifestações de petistas e anti-Bolsonaro nesse
sentido.
Concordo que foi em vão a vinda
dos israelenses. Também acho que aptos como são em encontrar corpos soterrados
em escombros, eles deveriam saber que a temperatura do corpo humano se altera
conforme imersa na lama.
Um pouco de marketing, para vermos
como a parceria com Netaniahu pode ser útil, claro, claro, ninguém acredita que
a ajuda foi somente obra de bom samaritano.
Mas daí a criticar tão
fortemente, em desrespeito àqueles que aguardam os corpos dos seus familiares e
amigos?
Façam-me o favor!
Segundo: não liberam o
ex-Presidente Lula para ir ao enterro do seu irmão.
Li cada coisa absurda.
O que acham?
Que o Lula, durante o trajeto,
iria abrir as algemas, ponta-pé no policial, sequestrar um agente penitenciário
e fugir para as Bahamas?
O que me irrita profundamente é
saber que aquela garotinha meiga Suzane von Richtofen conseguiu induto para
sair da prisão no Dia das Mães. Isso mesmo: no dia das mães. Para visitar quem?
Se ela não é mãe, se ela matou a própria mãe?
Daí vocês me dizem que não tem
perseguição ao Lula?
Não tem mesmo. Isso é frase de
efeito de petista. O que tem é "dois pesos e duas medidas". Só isso.
Isso é a nossa justiça: você mata
a mãe e ganha induto pra sair da prisão pra visitar sua mãe no túmulo.
Mas se seu irmão morrer, esquece!
Nada de ir ao enterro vê-lo pela última vez.
A justiça é assim: dúbia, cheia
de esquisitices.
E o povo?
O povo vai na onda: cheio de
esquisitices.
Quem antes criticava a Globo,
agora adora: não perde um jornal Nacional!
E pensa num povo chato: ô povo
chato!
Nem se pode morrer sossegado!
Sempre terá alguém pra dizer: “morreu na contramão
atrapalhando o tráfego”[i]
Intolerância.
“Ela vem e espalha conflito
Ganha nem que seja no grito
E se tem alguém que eu evito
É ela”[ii]