É uma data internacional, mas não é comemorada da mesma forma pelo mundo. Até porque o trabalho e o
trabalhador diferem nos vários cantos do mundo.
Sempre vi manifestações em
diversos países.
Aqui lembro do meu pai indo todo dia
1º de maio participar das festividades proporcionadas pelo Sindicato.
Ele, muito ligado ao Sindicato,
via nessa data uma festa: um reconhecimento pelas conquistas.
Hoje em dia fica a pergunta: o
que temos a comemorar?
Em que se tornaram os Sindicatos?
Ainda ontem, em plena negociação
de dissídio coletivo da minha categoria, eu me perguntava: onde está aquele
Sindicato de tempos passados? Aquele tempo em que a multidão lotava as quadras,
os pátios, as fábricas...
Hoje em dia tudo parece uma
farsa. Tudo parece que vai escorrendo pelo ralo: nossas conquistas, nossos
direitos, nosso futuro que era tão certo já não existe.
A vida é assim. Em todos os
segmentos.
Mas não continuará por muito
tempo.
Breve está o dia em que não haverá
mais quem lute por nada.
A apatia toma conta da sociedade.
Direitos trabalhistas estão cada
vez mais raros.
Instituições que regulem esses
direitos estão cada vez menores ou sendo extintas pelos governantes.
E o que o governo planeja para os
novos trabalhadores: uma carteira de trabalho verde e amarela.
Ah...que lindas cores! Policarpo
Quaresma ficaria emocionado ao ver uma carteira verde e amarela.
Cores que custarão o teu e o meu
direito. As cores que indicarão que somos trabalhadores sem um monte de
direitos.
Afinal, como disse o Presidente
da República: “trabalhador terá de escolher entre mais direitos ou emprego.”
E eu pergunto:
Companheiro, o que vamos
comemorar nesse dia 1º de maio?