terça-feira, 30 de abril de 2019

Trabalhadores do mundo: Uni-vos!



É uma data internacional, mas não é comemorada da mesma forma pelo mundo. Até porque o trabalho e o trabalhador diferem nos vários cantos do mundo.

Sempre vi manifestações em diversos países.

Aqui lembro do meu pai indo todo dia 1º de maio participar das festividades proporcionadas pelo Sindicato.

Ele, muito ligado ao Sindicato, via nessa data uma festa: um reconhecimento pelas conquistas.

Hoje em dia fica a pergunta: o que temos a comemorar?

Em que se tornaram os Sindicatos?

Ainda ontem, em plena negociação de dissídio coletivo da minha categoria, eu me perguntava: onde está aquele Sindicato de tempos passados? Aquele tempo em que a multidão lotava as quadras, os pátios, as fábricas...

Hoje em dia tudo parece uma farsa. Tudo parece que vai escorrendo pelo ralo: nossas conquistas, nossos direitos, nosso futuro que era tão certo já não existe.

A vida é assim. Em todos os segmentos.

Mas não continuará por muito tempo.

Breve está o dia em que não haverá mais quem lute por nada.

A apatia toma conta da sociedade.

Direitos trabalhistas estão cada vez mais raros.

Instituições que regulem esses direitos estão cada vez menores ou sendo extintas pelos governantes.

E o que o governo planeja para os novos trabalhadores: uma carteira de trabalho verde e amarela.
Ah...que lindas cores! Policarpo Quaresma ficaria emocionado ao ver uma carteira verde e amarela.

Cores que custarão o teu e o meu direito. As cores que indicarão que somos trabalhadores sem um monte de direitos.

Afinal, como disse o Presidente da República: “trabalhador terá de escolher entre mais direitos ou emprego.”

E eu pergunto:

Companheiro, o que vamos comemorar nesse dia 1º de maio?

sexta-feira, 12 de abril de 2019

O IMPORTANTE É QUE TIRARAM O PT


Ao passar hoje cedo pela Praça da Sé, ouço a motosserra cortando uma árvore grande.

Ao lado, o caminhão já está cheio de seus galhos.

Era uma árvore que dava um pouco de sombra, um pouco de respiro nessa cidade concretada. Em pleno marco zero da cidade: Pra que verde? Pra que respirar? Pra que cuidar do meio ambiente?

No trabalho, o reajuste será zero! Pra que repor a inflação? Nada do que precisamos comprar teve reajuste, não é mesmo? O seu gás, o aluguel, o alimento, estão com os preços congelados, não é mesmo?

A pior hipocrisia é daqueles que votaram nesse governo (Dória e Bolsonaro) e diziam que não seria prejudicial a ninguém. Hipocrisia pura!

Não percebem um palmo diante do nariz: o tiro que deram no próprio pé.

Teremos de trabalhar mais, caso a reforma da previdência seja aprovada no molde que está proposta.

Teremos nossos empregos em constante ameaça, afinal, o número de desempregados só cresce.

E os que estudaram muito para conseguir um emprego numa empresa pública ou numa estatal, verão as vagas sendo preenchidas pelo valor abaixo do mercado, afinal, o presidente da República disse que funcionário público ganha muito.

E o funcionário público concordou com isso, ao depositar seu voto nesse presidente. Nele e no governador de São Paulo.

E assim vamos indo, nesses 100 dias de governo Bolsodória: o Dória altera as cores e decoração do Palácio dos Bandeirantes; o Presidente viaja para realizar seus sonhos de conhecer o Trump e o Netanyahu; aumento nos preços dos medicamentos; redução no preço dos cigarros; ministro da Educação que quer reescrever a história nos livros; crianças devem crescer sem saber sobre Política; aumento de agrotóxicos; corte de verbas para a pesquisa pelo CAPES; cortes na Cultura (tanto governo federal quanto estadual); enfim, tudo pensando no bem do eleitor.
Mas nada disso importa para quem os elegeram.
O que importa é que tiraram o PT. Não é, eleitores?