Há quem diga que o escândalo que ainda virá será maior e de tal repercusão como foi o escândalo de Watergate, nos Estados Unidos.
Para quem não sabe o que foi o
Watergate, segue um resumo: foi o escândalo político que levou à renúncia de
Nixon (do Partido Republicano), nos Estados Unidos.
Homens espionavam a sede do
Partido Democrata e foram pegos enquanto instalavam câmeras.
Um dos detidos fazia parte do
comitê do Presidente Nixon. Outro preso recebeu um depósito de US$ 25 mil.
Ou seja, o Presidente Nixon
espionava/interceptava conversas e vídeos dos democratas para conseguir alguns trunfos para sua campanha de
reeleição, em 1972.
Ele ganhou a eleição, mas a investigação
em fitas gravadas revelou que o presidente tinha conhecimento das operações
ilegais, além de tentar atrapalhar as investigações. Em 1974, foram
apresentadas várias provas contra o partido republicano e Richard Nixon
renunciou.
Será que no Brasil, as revelações atuais alcançarão tal desfecho? O direcionamento das investigações, ou melhor, a falta de provas, que entendo o mesmo de provas frágeis, pois, se são frágeis é porque não são consistentes, não tem comprovação.
Conforme o hacker disse, “a bruxa está
solta” e há muito mais para ser revelado.
Interessante notar que nem mesmo
os envolvidos Moro e Dallagnol não negaram o conteúdo da conversa. O que eles
reclamam é a maneira como foi obtida e divulgada: ilegalmente por um hacker. Mas em momento algum alegaram ser montagem as
falas.
O jornal britânico BBC escreveu: se
fosse aqui, o ministro já teria renunciado.
Assim como fez Nixon, não é
mesmo?
Voltemos ao Brasil.
Quem vai renunciar aqui no Brasil
por vídeos ou áudios vazados?
Mesmo a Lava Jato tendo sido
extremamente relevante no combate à corrupção, foi exposto a lisura do processo
que levou o ex Presidente Lula à prisão.
E de acordo com o título desse post, a agência de notícias The Intercept
pode ter feito parar a operação Lava Jato.
“Estão nas mangas dos Senhores Ministros, nas capas dos Senhores
Magistrados...
... Isso não prova nada, sob pressão da opinião pública
É que não haveremos de tomar nenhuma decisão
Vamos esperar que tudo caia no esquecimento
Aí então!
Faça-se a justiça!"