Muita gente deve ter se
perguntado: quem é essa índia que acompanhou o Presidente da República até a Assembleia
Geral da ONU?
Para muitos, ela já é conhecida.
Uma youtuber que se intitula moderna, pois tem moradia em São Paulo e na
reserva Alto do Xingu. Entre os vídeos que ela posta, recentemente, está a
defesa do Presidente, dizendo que as queimadas não são culpa dele. E sim, culpa
dos índios mesmo, que muitas vezes, tem que limpar a terra para replantar.
Escancaradamente defensora do bolsonarismo,
a índia defende a “política ambiental” do atual governo. E se ela a defende,
também defende o desmatamento, o fim da demarcação de terras indígenas e a expansão
do agronegócio.
Em seu discurso na ONU, o Presidente
citou o índio Raoni e disse que havia acabado o seu monopólio. E o que ele quis
dizer foi: agora é a vez da índia Ysani Kalapalo, a índia de direita. Ou seja:
esse é o governo sem ideologia!
O Cacique Raoni foi indicado para
o Prêmio Nobel da Paz 2020. A indicação se deve à dedicação que tem pelos direitos
dos povos indígenas e a defesa da Amazônia, com projeção internacional.
Enquanto isso, 16 representantes
dos povos do Alto do Xingu (inclusive o povo Kalapalo) escreveram uma carta de
repúdio[1]
à representação indígena na comitiva presidencial.
Também há os indígenas que apoiam
o governo atual, essa índia não é a única. Eles se intitulam “Agricultores
indígenas”, principalmente no oeste do Mato Grosso: os povos paresis. Esses
povos são produtores de soja. Isso explica muita coisa, não é mesmo?
[1]
Leia a carta na íntegra, disponível em: https://static.poder360.com.br/2019/09/70864337_2679895845395645_7827443176720826368pdf.pdf