O Ministério da Saúde, apesar de
fazer parte de um governo que trata com descaso a ciência, vem demonstrando
maturidade e seriedade em relação à pandemia do Coronavírus.
Nos Estados Unidos já houve
cancelamento de shows; na França restringiram acesso ao Museu do Louvre que é o
local francês que mais recebe visitas. Na Itália, nem se fala, algumas cidades
parecem desabitadas, cidades fantasmas.
Isso demonstra a gravidade da
situação e que os governantes do mundo todo adotaram medidas para barrar a
propagação ainda maior.
Enquanto isso, o Presidente do
Brasil acha que “tudo isso” é exagero da mídia. Os números atuais somam 6.513
mortos.
O Brasil começa com medidas de
contenção do vírus. Já tive congresso cancelado, aulas na Universidade, show
cancelado, enfim, algumas medidas necessárias devido a grande emergência. Sem
falar que minha filha não pode beijar meus pais. Isso é triste!
Na Política, um surto dessa
proporção deveria encorajar o governante a não temer e demonstrar sua força e
capacidade de ação e digo mais: capacidade de acalmar a população.
Ao contrário do recomendado pela
OMS, nosso Presidente foi à manifestação do último domingo, em Brasília, demonstrando
seu “pouco-caso” diante do ambiente de crise de saúde pública.
Ele chegou até a colar o rosto
com quem queria selfie, além de apertar
a mão de vários manifestantes.
Não precisa ser infectologista
para ver que a atitude dele foi inadequada. Ele desafia o bom senso. Se é que
ele sabe o que é isso.
Enquanto isso, o prefeito de São
Paulo, Bruno Covas, decretou estado de emergência na capital paulistana,
suspendendo todos os eventos e fechando os espaços culturais, além de ordenar a
higienização dos ônibus ao final de cada linha.
Quanto à economia, é prevista uma
redução significativa, pois o comércio e serviços estão parando gradativamente.
E muita gente só pensa na saúde financeira. A saúde das pessoas fica em segundo
plano.
E o álcool em gel? Alguns brasileiros
que se dizem “espertinhos” estão estocando para revender pelo preço que quiser.
Isso não é atitude de um povo que
pense no próximo. Não mesmo.
O tamanho da epidemia no Brasil
vai depender muito da atitude das pessoas. Tenhamos consciência coletiva e
sobreviveremos para contar essa história.
E aí nossos filhos voltarão a beijar
seus avós.