terça-feira, 17 de março de 2020

Política e Saúde


O Ministério da Saúde, apesar de fazer parte de um governo que trata com descaso a ciência, vem demonstrando maturidade e seriedade em relação à pandemia do Coronavírus.

Nos Estados Unidos já houve cancelamento de shows; na França restringiram acesso ao Museu do Louvre que é o local francês que mais recebe visitas. Na Itália, nem se fala, algumas cidades parecem desabitadas, cidades fantasmas.

Isso demonstra a gravidade da situação e que os governantes do mundo todo adotaram medidas para barrar a propagação ainda maior.

Enquanto isso, o Presidente do Brasil acha que “tudo isso” é exagero da mídia. Os números atuais somam 6.513 mortos.

O Brasil começa com medidas de contenção do vírus. Já tive congresso cancelado, aulas na Universidade, show cancelado, enfim, algumas medidas necessárias devido a grande emergência. Sem falar que minha filha não pode beijar meus pais. Isso é triste!

Na Política, um surto dessa proporção deveria encorajar o governante a não temer e demonstrar sua força e capacidade de ação e digo mais: capacidade de acalmar a população.

Ao contrário do recomendado pela OMS, nosso Presidente foi à manifestação do último domingo, em Brasília, demonstrando seu “pouco-caso” diante do ambiente de crise de saúde pública.

Ele chegou até a colar o rosto com quem queria selfie, além de apertar a mão de vários manifestantes.
Não precisa ser infectologista para ver que a atitude dele foi inadequada. Ele desafia o bom senso. Se é que ele sabe o que é isso.

Enquanto isso, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, decretou estado de emergência na capital paulistana, suspendendo todos os eventos e fechando os espaços culturais, além de ordenar a higienização dos ônibus ao final de cada linha.

Quanto à economia, é prevista uma redução significativa, pois o comércio e serviços estão parando gradativamente. E muita gente só pensa na saúde financeira. A saúde das pessoas fica em segundo plano. 

O povo brasileiro conhecido por dar um “jeitinho” em tudo, precisa aprender a se colocar mais no lugar do outro. Um exemplo disso é o estoque dos materiais necessários a quem está infectado: as máscaras. Só é pra usar quem está infectado. E o que vemos hoje nas ruas? Muita gente usando sem necessidade. Isso vai acarretar na falta para quem realmente precisa.

E o álcool em gel? Alguns brasileiros que se dizem “espertinhos” estão estocando para revender pelo preço que quiser.

Isso não é atitude de um povo que pense no próximo.  Não mesmo.

O tamanho da epidemia no Brasil vai depender muito da atitude das pessoas. Tenhamos consciência coletiva e sobreviveremos para contar essa história.

E aí nossos filhos voltarão a beijar seus avós.