Há meses só se fala em uma coisa:
vacina contra coronavírus.
E não poderia ser diferente. O
mundo espera ansiosamente uma vacina. Os quase 8 bilhões de habitantes
acompanham as pesquisas, notícias, conhecem as fases de desenvolvimento de
vacinas, ou seja, tornaram-se especialistas em Imunologia e até discutem qual o
melhor tipo: a vacina que usa o vírus inativado, ou se usam o RNA do vírus ou
ainda um vetor viral.
Não importa como ela será feita,
o que realmente queremos saber é: quando estará pronta e quão eficaz ela será.
Felizmente, temos esperança: a CoronaVac, parceria entre o Instituto
Butantan e a Sinovac Biotec, além de outras instituições. Essa vacina é
conhecida popularmente pelo nome de “vacina chinesa”.
Para quem não sabe, a China é o
segundo país que mais investe em pesquisa. Perde apenas para os Estados
Unidos.
Então, usar essa desculpa de que “o
que vem da China não presta" não cola, já que eles deixaram de ser um país
voltado pra si mesmo e passaram a pesquisar para o mundo.
Ao contrário do
que acontece por aqui ultimamente.
O Brasil a cada
dia parece mais retrógrado. Não digo em relação à pesquisa, mas em relação a
comportamentos nessa pandemia em comparação ao restante do mundo.
Quando alguém
imaginou que, quando tivéssemos uma vacina para o coronavírus, isso não seria
obrigatório para toda a população? Ainda que, no início, não haja vacina para
todos e tenhamos que imunizar os grupos de risco, mesmo assim, o objetivo é que
todos sejam vacinados.
Você, que me lê
agora, tem certeza de que isso acontecerá no Brasil?
Estamos na torcida.
Além da CoronaVac, citada acima,
temos a outra vacina em desenvolvimento: parceria entre a Universidade de
Oxford e a Fundação Oswaldo Cruz.
Seja qual for a vacina, queremos tomá-la.
E queremos que o poder público a compre
e a distribua gratuitamente para toda a população.
É dever do Estado.
Não só deve fornecer, mas também
incentivar, fazer campanhas para que a taxa de cobertura seja a maior possível.
Todos devem ser imunizados.
Os antivacinas vão reclamar, mas
o que posso fazer? Se a minha saúde depende da sua vacinação?