Já faz uns anos que escutamos: o
PT precisa se reinventar. E não poderia ser diferente agora que termina mais um
período eleitoral.
Ao longo dos anos, desde que o PT lançou Lula como candidato à Presidência em 1989, o partido vem abandonando algumas bandeiras que defendia historicamente.
Até 2002, muitos não percebiam as pequenas mudanças. Até que o PT assumiu o poder e começou a praticar políticas relativamente ortodoxas, com base em austeridade fiscal e estabilidade de preços.
Ao longo dos anos, em diferentes países, os partidos de esquerda se transformam durante o exercício do poder.
Ainda mais desejosa de mudança ficou a população, após vários escândalos de corrupção.
E desde então, o PT vem
diminuindo o número de seus apostadores.
Em algumas cidades brasileiras, o PT poderia ter apoiado outro partido de esquerda, ao invés de lançar candidato próprio, por exemplo São Paulo e Rio de Janeiro.
Em vez disso, lançou candidatos com rendimento pífio nas urnas. Vejamos o exemplo paulistano: o candidato Jilmar Tatto teve apenas 8,65% dos votos válidos, ficando na 6ª posição.
Um rendimento péssimo, como não visto desde 1988.Tatto reconheceu o apoio ao candidato Boulos (PSOL) a tempo para o segundo turno, alegando que a militância do PT irá ajudá-lo a vencer o pleito.
No exemplo carioca, a candidata Benedita da Silva saiu do primeiro turno com apenas 11,27% dos votos, no 4º lugar.
Então você se pergunta: por que não juntaram as forças para o primeiro turno? Por que não fizeram essa aliança antes, convergindo a união da esquerda para muitos votos?
Desde 2012, o Partido dos Trabalhadores só vem encolhendo o número de prefeitos eleitos: Em 2012 foram 630 cidades; em 2016 caiu para 254 e em 2020 foram apenas 179.
O que seria reinventar o PT?
Trocar de nome, como fez o PMDB? Será que eles acham mesmo que MDB parece ser um partido mais confiável?
Uma coisa é certa: uma nova roupa
para o partido é necessária e é urgente! Uma roupa costurada com ética e política.