Quem? A polarização. Ela voltou.
Voltou numa hora imprópria, é verdade, mas muito conveniente para a família Bolsonaro.
Ontem cedo, os jornais estampavam
notícias sobre a pandemia, sobre o caos nos hospitais, sobre a falta de planejamento
e o negacionismo do governo federal.
Quando mudavam de assunto, era
sobre a mansão do filho Bolsonaro, sobre as “rachadinhas”, enfim, hoje, as
principais páginas do noticiário falam sobre a decisão do Ministro Fachin.
Verdade é que já falamos nesse Blog sobre as provas inexistentes que levaram à prisão do ex-Presidente, mas conforme o STF, só foi alterado o foro do julgamento, ou seja, tornou incompetente o foro de Curitiba, mas designou outro foro para apreciar a matéria. Sem falar que essa decisão do Ministro Fachin leva ao encobrimento da parcialidade (ou não) do ex juiz Sérgio Moro.
Então podemos afirmar que a volta de Lula à pista, embora possa ser temporária, significa o fortalecimento do discurso antipetista. E não são poucos os que apoiam esse ódio.
Quem quer odiar o PT, que odeie, mas tenha racionalidade para não fazer como a cigarra da fábula:
“A cigarra, com raiva da formiga,
votou no inseticida. Morreram todos, incluindo o grilo que ficou neutro.”
Há quem já tenha se decidido em não votar em Bolsonaro novamente, pois conseguiu perceber o descaso com que trata várias questões cruciais para a população, enquanto dá importância demais para picuinhas e futilidades.
Porém, também temos aqueles eleitores que querem um replay desse desgoverno, além de não querer a vacina. E são muitos.
Olhando pelo retrovisor, vejo diminuição do número de pessoas na linha de pobreza; vejo pessoas com prato de comida todos os dias; sem falar na viagem de avião, que não é necessidade de primeira ordem, mas muitos conseguiram pela primeira vez. Sem falar no bom relacionamento comercial com outros países, incluindo China e Índia. Imaginem hoje como teria sido a negociação das vacinas com esses países, se o governante fosse o Lula?
Olhando hoje, o que vejo? O aumento da pobreza. E a pandemia, sem dúvida, acelerou ainda mais esse empobrecimento: a falta de emprego, a falta de comida, são muitas pessoas esperando uma doação de frutas e legumes quase podres lá no Ceagesp. Isso sem falar daqueles que pegam os restos nos lixos. No Nordeste, no Norte, no Sul, não tem região que esteja bem.
Ninguém olhou mais para o pobre do que aquele governo. E quando digo aquele governo, refiro-me especificamente ao Lula. Não me refiro ao PT ou à Dilma. Falo do Lula mesmo. Falo daquele que, em seu governo, conviveu com a corrupção, viu e ouviu. Assim como todos os outros governantes em todos os níveis da administração.
Se ainda continua com seu ódio, seja racional.
