quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Um cara sem destaque e sem ideologia


Na primeira pesquisa realizada sem o nome do ex-Presidente Lula como opção, Ciro sobe 3 pontos percentuais na pesquisa IBOPE.

Cheguei a falar: esse cara vai ganhar.

E disse isso não porque torço por ele, ou por ser sua eleitora, mas porque é uma tendência que a pesquisa mostra.

Baseada em que afirmo isso?

Ciro tem baixa rejeição (20%) em relação ao primeiro colocado: Bolsonaro tem 49% de rejeição. Marina tem rejeição de 26% e nas duas últimas pesquisas permaneceu com 12%. Alckmin cresceu 2%, mas está sendo muito questionado pelo que fez em São Paulo, ou deixou de fazer, com rejeição de 22%.

Ao começar a propaganda eleitoral gratuita na TV e rádio, as pessoas passam a conhecer melhor os candidatos, fazendo com que os índices de rejeição aumentem. É o que vamos ver daqui para frente.

Verdade é que muitas coisas podem mudar até o dia 07 de outubro e Bolsonaro e Haddad podem seguir para o segundo turno. E caso isso aconteça, a pesquisa mostra que o ex-capitão ganha, apesar da grande resistência feminina. (Nota: o eleitorado feminino equivale a 53% do total nacional)

Até essa certeza pode variar: a transferência de votos de Lula para Haddad segue uma incógnita: muitos votam na pessoa Lula e não tem fidelidade ao Partido dos Trabalhadores. Outros vêem o PDT, de Ciro Gomes, como melhor alternativa ao PT, do que arriscar em Haddad e esse se tornar uma “Dilma”, que contrariava algumas decisões do partido.

Trata-se de uma característica psicossociológica do eleitorado: votam baseados em sua experiência com candidatos do mesmo partido, com situações semelhantes em que o ex-Presidente Lula indica um candidato como seu sucessor de confiança.

Sempre haverá o voto útil: que leva o eleitor a votar no candidato “menos pior”: ele não quer um extremista que quer armar a população, mas também não quer um Presidente que privatize tudo ou outro que esqueça a redistribuição de renda. 

Veremos se isso se fundamenta ou não. Outras pesquisas serão feitas até o pleito e o cenário pode mudar, mas a tendência que temos hoje é a vitória do pedetista: um cara sem expressão, como dirá alguns, um político que passou por vários partidos, de diferentes ideologias, que diz que Deus é bom e o Diabo não é ruim.
Vai vendo.

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Obrigada! Muita coisa ainda pode acontecer. Essas eleições não estão fáceis pra ninguém!

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