Não se trata de denegrir a imagem
da Operação Lava Jato, afinal, foi através dela que muitos esquemas de
corrupção vieram ao nosso conhecimento.
A questão central que todos
(TODOS OS BRASILEIROS) deveriam centralizar é: Sérgio Moro atuou como promotor
e juiz ao mesmo tempo.
Todos nós, se um dia precisarmos
passar por um julgamento, seja qual for, presumiremos e gostaríamos muito que o
juiz fosse imparcial.
Tanto Procurador quanto Juiz,
alegam que seguiram a lei e que a veracidade das gravações não pode ser
atestada.
Ouvimos o Moro dizer que não
reconhece as mensagens. Ao mesmo tempo, ele pediu desculpas ao Movimento Brasil
Livre por tê-los chamado de tontos, nessas “supostas” mensagens.
Se ele não confirma que disse
isso, então por que pedir desculpas?
Sem falar em pedidos que fazia à
acusação para incluir provas no processo. Outro fato curioso é que Leo
Pinheiro, da OAS, primeiro disse que Lula não era culpado. Depois, em outro
depoimento, disse que Lula era o dono do tríplex.
Léo Pinheiro vinha há 1 ano contando
a sua versão e a Operação Lava Jato não dava crédito para o que ele falava.
Somente após ele incriminar o ex-presidente Lula, foi que a sua delação foi
aceita. A partir daí, a pena de Léo Pinheiro foi reduzida para 10 anos e 8
meses (era 16 anos) , mas foi solto após 2 anos e 6 meses.
E ninguém acha isso estranho.
Como eu já disse em outros posts:
não acho que Lula seja inocente. A Petrobrás estava abaixo de Lula e ele não
sabia de nada. Porém, não considero que as provas inexistentes são consideradas
justas para colocar ninguém na cadeia.
O Procurador escreveu: “Falarão
que estamos acusando com base em notícia de jornal e indícios frágeis...”
Claro que há a ilegalidade na
obtenção das mensagens, então que apurem quem invadiu os celulares e apurem
também o conteúdo das gravações.
A Justiça, para Aristóteles, era
uma virtude moral que leva o indivíduo a agir conforme a lei, garantindo
isonomia.
O que vemos é que a imparcialidade
foi deixada de lado e a justiça, que deveria trilhar um caminho reto e cego, caminha
lado a lado com a política.
Em outras conversas, outros
procuradores falam que Moro não escondia sua preferência partidário-ideológica e
até eleitoral pelo candidato Bolsonaro, em suas redes sociais.
Não se faz justiça com política. A
justiça é imparcial. Nem de direita. Nem de esquerda. Apenas o justo. O que
passar disso, vira descrédito e afronta à democracia.
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