quarta-feira, 10 de julho de 2019

INDÍCIOS FRÁGEIS



Não se trata de denegrir a imagem da Operação Lava Jato, afinal, foi através dela que muitos esquemas de corrupção vieram ao nosso conhecimento.

A questão central que todos (TODOS OS BRASILEIROS) deveriam centralizar é: Sérgio Moro atuou como promotor e juiz ao mesmo tempo.

Todos nós, se um dia precisarmos passar por um julgamento, seja qual for, presumiremos e gostaríamos muito que o juiz fosse imparcial.

Tanto Procurador quanto Juiz, alegam que seguiram a lei e que a veracidade das gravações não pode ser atestada. 

Ouvimos o Moro dizer que não reconhece as mensagens. Ao mesmo tempo, ele pediu desculpas ao Movimento Brasil Livre por tê-los chamado de tontos, nessas “supostas” mensagens.

Se ele não confirma que disse isso, então por que pedir desculpas?

Sem falar em pedidos que fazia à acusação para incluir provas no processo. Outro fato curioso é que Leo Pinheiro, da OAS, primeiro disse que Lula não era culpado. Depois, em outro depoimento, disse que Lula era o dono do tríplex.

Léo Pinheiro vinha há 1 ano contando a sua versão e a Operação Lava Jato não dava crédito para o que ele falava. Somente após ele incriminar o ex-presidente Lula, foi que a sua delação foi aceita. A partir daí, a pena de Léo Pinheiro foi reduzida para 10 anos e 8 meses (era 16 anos) , mas foi solto após 2 anos e 6 meses.

E ninguém acha isso estranho.

Como eu já disse em outros posts: não acho que Lula seja inocente. A Petrobrás estava abaixo de Lula e ele não sabia de nada. Porém, não considero que as provas inexistentes são consideradas justas para colocar ninguém na cadeia.

O Procurador escreveu: “Falarão que estamos acusando com base em notícia de jornal e indícios frágeis...”

Claro que há a ilegalidade na obtenção das mensagens, então que apurem quem invadiu os celulares e apurem também o conteúdo das gravações.

A Justiça, para Aristóteles, era uma virtude moral que leva o indivíduo a agir conforme a lei, garantindo isonomia.

O que vemos é que a imparcialidade foi deixada de lado e a justiça, que deveria trilhar um caminho reto e cego, caminha lado a lado com a política.

Em outras conversas, outros procuradores falam que Moro não escondia sua preferência partidário-ideológica e até eleitoral pelo candidato Bolsonaro, em suas redes sociais.

Não se faz justiça com política. A justiça é imparcial. Nem de direita. Nem de esquerda. Apenas o justo. O que passar disso, vira descrédito e afronta à democracia.

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