O Brasil segue perdendo.
Conforme conversei com algumas
pessoas que votaram 17, em parte, querem que a justiça seja feita, doa a quem
doer. Mesmo que isso signifique conhecermos a verdadeira face do ex-juiz Sergio
Moro e os verdadeiros escrúpulos do presidente da República.
Outra parte, bem maior, alega que
o ex-juiz está blefando. Na verdade, ele é o traidor que queria a cadeira no
STF e como não conseguiu, resolveu desmoralizar o presidente.
Nesse momento, em que beiramos a
um novo processo de impeachment, pergunto-me se agora, as pessoas de bem, as
que votaram no 17 para acabar com a corrupção no país, será que irão votar: “Pela
família, pela honestidade e pelos meus filhos, eu voto SIM.”
Aquela velha política, aquela que
o candidato Bolsonaro tanto criticou, talvez essa o salvará do impeachment.
Os acordos com o centrão, mais
favores para a direita, enfim, Bolsonaro precisará de muitos votos no Congresso
para não sucumbir. Desse modo, ele pode enfraquecer Rodrigo Maia e se salvar da
crise.
Em resumo, a velha política que
muitos queriam mudar, sempre aí esteve.
Vamos ver como correrá esse
processo. Será que o vice-Presidente assumirá? Para quem queria tanto os
militares de volta, vai ser a glória! E para os que não querem, vai ser um
golpe.
Para quem acha que retirar o
Bolsonaro do poder vai representar uma justiça contra o acordão que fizeram com
Supremo e tudo, esquece”. Isso não é justiça. Isso é apenas a roda gigante que
não para.
A vida é assim: uma grande roda
gigante que, hora você está lá em cima, e outra hora você está embaixo.
Justiça mesmo seria ver novamente
a esperança no rosto das pessoas. E isso
é capaz de nunca mais vermos.
A cada dia que passa, os
trabalhadores perdem seus direitos. Basta acompanhar o que está sendo feito no
Congresso. E assim vamos: de impeachment a impeachment.
Como eu já escrevi em outro post, se gritar pega ladrão, não fica um!
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