domingo, 26 de abril de 2020

Um sujo e o outro mal-lavado


O Brasil segue perdendo.

Conforme conversei com algumas pessoas que votaram 17, em parte, querem que a justiça seja feita, doa a quem doer. Mesmo que isso signifique conhecermos a verdadeira face do ex-juiz Sergio Moro e os verdadeiros escrúpulos do presidente da República.

Outra parte, bem maior, alega que o ex-juiz está blefando. Na verdade, ele é o traidor que queria a cadeira no STF e como não conseguiu, resolveu desmoralizar o presidente.

Nesse momento, em que beiramos a um novo processo de impeachment, pergunto-me se agora, as pessoas de bem, as que votaram no 17 para acabar com a corrupção no país, será que irão votar: “Pela família, pela honestidade e pelos meus filhos, eu voto SIM.”

Aquela velha política, aquela que o candidato Bolsonaro tanto criticou, talvez essa o salvará do impeachment.

Os acordos com o centrão, mais favores para a direita, enfim, Bolsonaro precisará de muitos votos no Congresso para não sucumbir. Desse modo, ele pode enfraquecer Rodrigo Maia e se salvar da crise.
Em resumo, a velha política que muitos queriam mudar, sempre aí esteve.

Vamos ver como correrá esse processo. Será que o vice-Presidente assumirá? Para quem queria tanto os militares de volta, vai ser a glória! E para os que não querem, vai ser um golpe.

Para quem acha que retirar o Bolsonaro do poder vai representar uma justiça contra o acordão que fizeram com Supremo e tudo, esquece”. Isso não é justiça. Isso é apenas a roda gigante que não para.

A vida é assim: uma grande roda gigante que, hora você está lá em cima, e outra hora você está embaixo.

Justiça mesmo seria ver novamente a esperança no rosto das pessoas.  E isso é capaz de nunca mais vermos.

A cada dia que passa, os trabalhadores perdem seus direitos. Basta acompanhar o que está sendo feito no Congresso. E assim vamos: de impeachment a impeachment.

Como eu já escrevi em outro post, se gritar pega ladrão, não fica um!

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