Sempre tive orgulho das minhas
Matrioskas. E as deixo bem na frente, na biblioteca, ainda que escondam alguns
livros de que também me orgulho.
Outro dia, alguém
olhando as Matrioskas, disse: “Como uma pessoa pode ter Lula e FHC na mesma estante?
Ah...você fica em cima do muro!” (E olha que nem viram o Hitler e o Mujica,
mais novo que chegou essa semana...rs)
Oooopa! Não é porque sou
cientista política, que devo me filiar a um partido e defender uma ideologia!
Muito pelo contrário, a meu ver, devo conhecer todos, para falar de suas
diferenças e semelhanças. Também há os que se lançam em determinada ideologia e
lá ficam: estagnados. Esses não critico, mas na hora de fazer ciência, o que
deve prevalecer? A minha paixão ou os fatos?
Conheço pessoas que gostam de
criticar quem esteja no poder, seja qual for o partido ou a história de vida
que esse governante carrega. Outras, criticam só determinado partido, como se
fosse aquela velha rixa Corinthians x Palmeiras. Pois bem, esses são os piores,
pois não veem que outros partidos cometem os mesmos erros.
E o que as Matrioskas tem a ver
com tudo isso? Você deve estar se perguntando.
As Matrioskas simbolizam a
maternidade: uma mãe que dá a luz a uma filha, que dá a luz a outra filha e
assim vai. Porém, se olharmos atentamente, nenhuma Matrioska é igual a outra.
Cada uma nasce diferente. E é assim também na Política.
Quem pode afirmar que o 2º
mandato de FHC foi igual ao 1º? Ou o 1º mandato de Lula foi igual ao 2º? E da
mesma forma com Dilma Rousseff. O que houve? Nasceram diferentes após suas
reeleições?
E se não houvesse reeleição?
(ih....Isso dá outro post sobre reforma política)
Se não houvesse reeleição,
haveria menos decepção na população? O povo não teria como comparar os mandatos
do mesmo governante, mas comparariam por partido?
Não adianta. Não é porque
pertencem ao mesmo partido que pensarão e agirão da mesma maneira. A Matrioska
pode ser a mesma, mas nunca serão iguais.

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