“Receio, receio muito o amanhã, caso prevaleça visão acomodadora,
dando-se o certo pelo incerto, o dito pelo não dito.” Ministro Marco
Aurélio Mello.
Ah, Excelentíssimo Senhor
Ministro, nós já vimos o amanhã: os comentários tanto na opinião pública,
quanto pelas ruas é o mesmo: a desmoralização do STF, o arranjo institucional,
a troca de favores.
O STF não tira Renan Calheiros da
Presidência do Senado e, em troca, o Senado retira o projeto que trata do abuso
de autoridade de juízes. Parece tão claro, mas se é isso o que a gente enxerga,
então é porque tem algo mais. Sempre tem algo que não vemos. Algo que só a justiça vê (mesmo com aquela venda nos olhos).
No fim das contas, Renan está apto
para exercer a Presidência do Senado, mas não está apto a exercer eventualmente
a Presidência do Executivo.
Mais uma vez alteraram as regras
já estabelecidas para evitar uma crise maior. Lembremos que ao julgar o impeachment de Dilma
Rousseff, votaram pela permanência dos direitos políticos dela, ao invés de retirá-los como fez com Fernando Collor. Ou seja, quando é conveniente, as regras mudam
para benefício do réu.
Em 125 anos desde a criação do STF, começam a vir a público lastimáveis decisões. O que antes era o orgulho dentro do Poder Judiciário, agora fica o descrédito.
Do modo que caminha o STF, o que
poderemos esperar dos futuros julgamentos de políticos envolvidos na Operação
Lava Jato? Um jeitinho pra cá, um jeitinho pra lá.
Este blog adverte o cidadão comum: não
tente descumprir uma ordem judicial!
