sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O Poder sem poder



Receio, receio muito o amanhã, caso prevaleça visão acomodadora, dando-se o certo pelo incerto, o dito pelo não dito.” Ministro Marco Aurélio Mello.

Ah, Excelentíssimo Senhor Ministro, nós já vimos o amanhã: os comentários tanto na opinião pública, quanto pelas ruas é o mesmo: a desmoralização do STF, o arranjo institucional, a troca de favores.

O STF não tira Renan Calheiros da Presidência do Senado e, em troca, o Senado retira o projeto que trata do abuso de autoridade de juízes. Parece tão claro, mas se é isso o que a gente enxerga, então é porque tem algo mais. Sempre tem algo que não vemos. Algo que só a justiça vê (mesmo com aquela venda nos olhos). 

No fim das contas, Renan está apto para exercer a Presidência do Senado, mas não está apto a exercer eventualmente a Presidência do Executivo.

Mais uma vez alteraram as regras já estabelecidas para evitar uma crise maior. Lembremos que ao julgar o impeachment de Dilma Rousseff, votaram pela permanência dos direitos políticos dela, ao invés de retirá-los como fez com Fernando Collor. Ou seja, quando é conveniente, as regras mudam para benefício do réu.

Em 125 anos desde a criação do STF, começam a vir a público lastimáveis decisões. O que antes era o orgulho dentro do Poder Judiciário, agora fica o descrédito.

Do modo que caminha o STF, o que poderemos esperar dos futuros julgamentos de políticos envolvidos na Operação Lava Jato? Um jeitinho pra cá, um jeitinho pra lá.

Este blog adverte o cidadão comum: não tente descumprir uma ordem judicial!


Nenhum comentário:

Postar um comentário