A moda agora é ser governado por “não-políticos”?
Por empresários?
Empresários prá lá de ricos: o
bilionário Donald Trump (pela Revista Forbes, o patrimônio de Trump é superior
a US$ 4,5 bilhões, mais ou menos R$ 12 bilhões). Enquanto João Dória declarou
um patrimônio de quase 180 milhões de reais.
Com tanto dinheiro no bolso, os
dois afirmam que doarão seus salários como governantes. O presidente dos EUA recebe o equivalente a
R$ 1,37 milhão e o prefeito paulistano embolsaria R$ 24,1 mil.
O estilo gestor de cada um revelou
que grande parte dos eleitores acredita que para governar uma cidade ou um país
basta saber gerir recursos, mesmo que não haja experiência com a “coisa pública”.
Tudo é uma empresa. Uma grande empresa.
A vida pública de muitos
políticos tem se revelado manchada e de alguma forma, durante a campanha, essas
manchas vão aparecendo. Foi assim com
Hilary Clinton, foi assim com os adversários de Dória. E quanto aos gestores? A
experiência como administradores de grandes negócios não deixou “manchas”?
Os partidos apostaram que pessoas
desconexas do mundo político teriam melhor resultado do que velhos cacifes dos
partidos. Até nisso os dois eleitos tiveram em comum: dentro de seus partidos
não tinham total apoio. Dória teve o padrinho Alckmin para defendê-lo nas prévias
do PSDB e Trump derrotou outros pré-candidatos, sem falar em alguns que retiraram suas candidaturas dentro do Partido Republicano.
Assim sendo, a cidade de São
Paulo e os Estados Unidos da América serão duas enormes empresas que ainda
veremos se se recuperam ou se vão à falência. Tem muita gente otimista,
acreditando que tudo vai melhorar. Porém ouço muitos comentários que enfatizam
a possível piora e deterioração do patrimônio público: principalmente em São
Paulo, visto que o mesmo partido administrará a cidade e o Estado.
Na pior das hipóteses, os
eleitores terão de dizer aos governantes: “Você está demitido!”
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