O ex-capitão do Exército, Jair Messias Bolsonaro, está
na conversa de muitos brasileiros por aí. E sabem por quê?
Porque ele apostou e deu certo numa técnica que
chamamos de rage marketing: a
propaganda do ódio, ou da raiva e serve para alavancar marcas novas.
Você tem todo o direito de achar que isso não dá certo,
mas basta ver o que ocorreu nos Estados Unidos: qual foi a propaganda que
Donald Trump usou em sua campanha? Ele era conhecido nos Estados Unidos, mas
não no resto do mundo. Parecia que ninguém gostava dele, no entanto, vejam onde
ele chegou, atacando as minorias e soltando frases “politicamente incorretas”.
É a chamada mídia gratuita: falem bem ou falem mal,
mas falem de mim.
Você deve estar se perguntando: “então o segredo é
não espalhar?”
Entenda que aqueles que se definem como eleitores do
Bolsonaro não mudarão de ideia só porque a mídia mostra o horror por trás de
suas ideias.
As minorias que se sentem ofendidas com a doutrina
que ele defende são os maiores propagadores de suas ideias, dando visão a um
deputado que já está há 27 anos na Câmara sem grande visibilidade.
Bolsonaro tem algumas características que o
favorecem, aos olhos de muitos eleitores: a autenticidade é a principal delas. A
sensação que ele passa é que realmente fala o que pensa. O eleitor leva muito
isso em consideração. Os brasileiros estão cansados dos mentirosos, de falsos
discursos, daqueles que falam uma coisa, mas praticam outra.
Depois de quase 13 anos de governo de esquerda, a
tendência da população é seguir mais à direita. Isso ocorreu com alguns países,
inclusive na nossa vizinha Argentina.
A situação econômica e institucional do Brasil leva
os eleitores a acreditarem em candidatos com discursos extremos, que pregam o
fim disso, a ruptura daquilo e tantas coisas absurdas aos nossos olhos, mas que
na verdade, muitos gostariam que acontecesse. Isso sem citar a pauta da segurança
pública, agenda defendida pelo Deputado como primordial, visto a tamanha
insegurança em que vivemos.
Apesar desses pontos favoráveis, outros fatores desfavorecem a sua candidatura.
Entre eles, está o tamanho do partido, que o dá pouco tempo de exposição na TV
durante a campanha, poucos recursos para os palanques pelo país. Também há o
fato de ele ser uma pessoa com baixa capacidade de negociação, ou seja,
estagnação no Congresso.
Meu leitor neste momento diz: ela falou da
propaganda ruim e está fazendo o mesmo! Parece contraditório, não?
Só o estou fazendo para mostrar que o resultado das
pesquisas eleitorais até o momento apontam que, sem Lula na disputa
presidencial, o candidato Jair Bolsonaro aparece em 1º lugar, com 17% das
intenções de voto. (Pesquisa Datafolha – 11 a 13 de abril de 2018).
Bem verdade é que Marina Silva (Rede) cola na
segunda posição com 15%, porém, lembrem-se dos fatores que favorecem o candidato
do PSL e atentem que a situação econômica não vai melhorar até outubro e que velhos
conhecidos e velhos partidos, como Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede),
Ciro Gomes (PDT) precisarão de um marketing muito mais efetivo do que o rage marketing.
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