Daí ontem, falei pro meu pai: "o senhor vote em quiser, mas pense bem no futuro dos seus netos"
Hoje fui votar. Como disse alguém: "uma festa da democracia se tornou uma luta por ela."
E ainda hoje soube que meu pai desistiu do voto. Também não votou no PT, como antipetista desde menino, jamais faria isso. Entendo e compreendo. Afinal, há mais opções. Ele simplesmente abdicou do seu voto, já que lhe é facultativo pela idade.
E me pergunto: o que o fez mudar de ideia? Ele estava e ainda está tão preocupado com a insegurança que seu bairro vive. Ele tinha esperança de que o defensor da tortura iria ajudar seu bairro?
Provavelmente o que o fez mudar de ideia foi o "pensar em sua família", os ainda pequenos, que viverão nesse país. E qual será o futuro desse país? Provavelmente isso o fez mudar de ideia.
E que assim seja, com alguns abençoados que ouviram seus amigos e familiares.
Aos que não mudaram seus votos, lamento que sua esperança torne o Brasil um péssimo lugar para se viver e que aprendam, da pior forma possível, que seu voto vale muito para uma nação.
Por uma alma que se converte, já valeu muito a pena.
E digo pena como Machado de Assis: a pena que escreve.
Por tudo o que escrevi, já valeu a pena.
A esperança ainda vive.
A esperança ainda vive.
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