terça-feira, 3 de novembro de 2015

Está chegando: em 2017, o Palácio do Anhangabaú receberá o(a) novo(a) Prefeito(a)

Não é surpresa ao ver o candidato Celso Russomanno (PRB) em primeiro lugar nas pesquisas, com 34% de intenção de voto. Isso é o que chamamos de recall. A imagem dele ainda está bem presente nos eleitores paulistanos. É provável que os entrevistados lembrem com clareza suas propostas do último pleito.

Em um dos cenários, a segunda posição ficaria empatada: Marta Suplicy (PMDB) com 13%, Datena (PP) com 13% e Fernando Haddad (PT) com 12%. Nessa simulação, o candidato do PSDB é João Dória Júnior, que apresenta 3% dos votos.
Em outro cenário, quando o PSDB altera seu candidato para o atual vereador Andrea Matarazzo, continua igual para Russomanno: ele ganha 34% das intenções de voto, enquanto o tucano 4%. Os demais candidatos citados continuam empatados no 2º lugar.

Junto a essa pesquisa, o Datafolha divulgou a pesquisa de avaliação do governo Haddad: 51% aprovam (ótimo e bom) e 49% desaprovam (entre regular e ruim/péssimo).Coerentemente, cruzando as duas pesquisas, dentre os que avaliam a gestão Haddad como ótima e boa, a maioria votaria pela continuidade de seu governo.
Já entre os que acham o governo ruim ou péssimo, a indecisão ainda é grande em quem poderá substituir o atual prefeito.

Há quem diga que a rejeição à Haddad faz parte da rejeição ao PT, considerando que os protestos contra a Presidente Dilma tiveram grande participação em São Paulo. Não estranhem se durante a campanha, Haddad começar a criticar a política de Dilma.

E por que não considerar as medidas polêmicas que o prefeito adotou nos últimos anos? Medidas que geraram discussões e partidarismos extremos, como a redução da velocidade, o fechamento da Paulista para os carros, as ciclovias...
Não teriam sido essas medidas que levaram ao alto índice de rejeição do prefeito?

Impressionante notar a falta de competitividade dos candidatos tucanos. Tanto o candidato João Dória Jr. quanto o Andrea Matarazzo, perdem para o pastor Marcos Feliciano (PSC). Vejam só! Essa falta de pessoas de peso no PSDB pode levar a um resultado inusitado: aventureiros governando a maior economia do país.

Não há consenso dentro do PSDB para indicar um nome. Fernando Capez, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, os deputados federais Bruno Covas e Ricardo Trípoli, o senador José Aníbal e assim vai, até que surjam outros. As opções são muitas, porém todas fracas, sem peso político. Quem discorda tem a liberdade de opinar aqui.
Tem gente que olha o copo meio vazio e outros olham o copo meio cheio:

 "O importante não é o candidato do PSDB estar com percentual baixo de votos, pois na última eleição, Haddad começou com 3% e venceu!", diriam os tucanos.

"O importante não são os 49% de ruim/péssimo e regular, mas os 51% de ótimo/bom", diriam os petistas. 

E assim vai.

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