domingo, 2 de fevereiro de 2020

Alianças


Na Política sempre tem pão novo saindo do forno.

Por falar em pão, estava eu almoçando num restaurante nessa semana, quando ele entrou. Olhei nos olhos dele e pensei: parece meu primo, mas tá muito alto. Quem é ele mesmo? Durou só uns segundos até me lembrar do seu rosto e seu nome na última campanha presidencial: Guilherme Boulos.

Ele sentou-se com mais duas pessoas que o acompanhavam e começaram a conversar. Olhei e pensei: devem estar definindo estratégias para a campanha. Afinal, já se fala na chapa Boulos-Erundina pelo PSOL.

E juntamente com essa notícia, vem a outra (que foi amplamente divulgada nos meios de comunicação): a que Boulos é acusado, juntamente com os manifestantes do MTST de depredarem o famoso tríplex atribuído ao Lula, quando o ex-presidente foi preso em abril de 2018. Ele foi denunciado, por conta disso, pelo Ministério Público Federal no último dia 29 de janeiro (após quase 2 anos).

A coincidência é denunciarem somente agora: ano de eleição municipal, em que o menino terá sua imagem projetada.

E não haverá quem o veja num restaurante e pense muito para recordar seu nome. Ele será reconhecido instantaneamente.

O atual Prefeito, Bruno Covas, já percebeu há tempos que a esquerda tem grande chance entre os paulistanos. Tanto é que já afirmou que espera apoio dos partidos de esquerda para sua candidatura à reeleição.

Só para refrescar a memória: o prefeito tucano atacou duramente a esquerda durante sua campanha passada.

Parece que começaram os lances. E o vale-tudo nessas alianças: sem valores ou ideologias que as valham. Já que para muitos partidos, não há mais ideologia a ser conservada e a palavra Política parece perder sentido.

Vamos aguardar as negociações. Até Praça em nome de Marielle Franco o Prefeito de São Paulo autorizou. Vale tudo pra agradar a esquerda.



Recomendo que leiam o livro[1] do imortal Ignácio de Loyola Brandão, em que ele escreve em um trecho:
“a palavra político perdeu o sentido. Passou a ser sinônimo de sicofanta, ímprobo, desonesto, infame, pérfido, falso, mentiroso, sem moral e ética, corrupto, perjuro, mentiroso, bandalho, velhaco, biltre. Em seu lugar, deve ser utilizado o termo Astuto, com maiúscula, uma vez que para fazer leis é preciso sagacidade, juízo, engenho, esperteza, requinte, acuidade de visão, argúcia e acúmen. A palavra política pode ser escrita e dita quando significar ciência ou filosofia.”

Fica a reflexão.



[1] BRANDÃO, I. L. Desta terra nada vai sobrar, a não ser o vento que sobra sobre ela. 1ª ed. São Paulo: Global, 2018.






4 comentários:

  1. É muito triste este "Vale tudo " na política. E tb a constatação de que os políticos não tem nenhuma preocupação com o povo ou com o bem estar da população . É sempre um jogo.

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  2. Hj a luta é outra. Sendo democrata, tô botando, mesmo q não concorde com a ideias políticas.

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