Na Política sempre tem pão novo
saindo do forno.
Por falar em pão, estava eu
almoçando num restaurante nessa semana, quando ele entrou. Olhei nos olhos dele
e pensei: parece meu primo, mas tá muito alto. Quem é ele mesmo? Durou só uns
segundos até me lembrar do seu rosto e seu nome na última campanha presidencial:
Guilherme Boulos.
Ele sentou-se com mais duas
pessoas que o acompanhavam e começaram a conversar. Olhei e pensei: devem estar
definindo estratégias para a campanha. Afinal, já se fala na chapa
Boulos-Erundina pelo PSOL.
E juntamente com essa notícia,
vem a outra (que foi amplamente divulgada nos meios de comunicação): a que
Boulos é acusado, juntamente com os manifestantes do MTST de depredarem o
famoso tríplex atribuído ao Lula, quando o ex-presidente foi preso em abril de
2018. Ele foi denunciado, por conta disso, pelo Ministério Público Federal no
último dia 29 de janeiro (após quase 2 anos).
A coincidência é denunciarem
somente agora: ano de eleição municipal, em que o menino terá sua imagem
projetada.
E não haverá quem o veja num
restaurante e pense muito para recordar seu nome. Ele será reconhecido instantaneamente.
O atual Prefeito, Bruno Covas, já
percebeu há tempos que a esquerda tem grande chance entre os paulistanos. Tanto
é que já afirmou que espera apoio dos partidos de esquerda para sua candidatura
à reeleição.
Só para refrescar a memória: o
prefeito tucano atacou duramente a esquerda durante sua campanha passada.
Parece que começaram os lances. E
o vale-tudo nessas alianças: sem valores ou ideologias que as valham. Já que para muitos partidos, não há mais ideologia a ser conservada e a palavra Política parece perder sentido.
Vamos aguardar as negociações. Até Praça em nome de Marielle Franco o Prefeito de São Paulo autorizou. Vale tudo pra agradar a esquerda.
Vamos aguardar as negociações. Até Praça em nome de Marielle Franco o Prefeito de São Paulo autorizou. Vale tudo pra agradar a esquerda.
Recomendo que leiam o livro[1]
do imortal Ignácio de Loyola Brandão, em que ele escreve em um trecho:
“a palavra político perdeu o sentido. Passou a ser
sinônimo de sicofanta, ímprobo, desonesto, infame, pérfido, falso, mentiroso,
sem moral e ética, corrupto, perjuro, mentiroso, bandalho, velhaco, biltre. Em
seu lugar, deve ser utilizado o termo Astuto, com maiúscula, uma vez que para
fazer leis é preciso sagacidade, juízo, engenho, esperteza, requinte, acuidade
de visão, argúcia e acúmen. A palavra política
pode ser escrita e dita quando significar ciência ou filosofia.”
Fica a reflexão.
[1]
BRANDÃO, I. L. Desta terra nada vai sobrar, a não ser o vento que sobra sobre
ela. 1ª ed. São Paulo: Global, 2018.
Tá chegando a hora do vale tudo.
ResponderExcluirÉ muito triste este "Vale tudo " na política. E tb a constatação de que os políticos não tem nenhuma preocupação com o povo ou com o bem estar da população . É sempre um jogo.
ResponderExcluirTriste mesmo. Ganha o que jogar melhor.
ExcluirHj a luta é outra. Sendo democrata, tô botando, mesmo q não concorde com a ideias políticas.
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