terça-feira, 24 de setembro de 2019

Vamos brincar de índio



Muita gente deve ter se perguntado: quem é essa índia que acompanhou o Presidente da República até a Assembleia Geral da ONU?

Para muitos, ela já é conhecida. Uma youtuber que se intitula moderna, pois tem moradia em São Paulo e na reserva Alto do Xingu. Entre os vídeos que ela posta, recentemente, está a defesa do Presidente, dizendo que as queimadas não são culpa dele. E sim, culpa dos índios mesmo, que muitas vezes, tem que limpar a terra para replantar.

Escancaradamente defensora do bolsonarismo, a índia defende a “política ambiental” do atual governo. E se ela a defende, também defende o desmatamento, o fim da demarcação de terras indígenas e  a expansão do agronegócio.

Em seu discurso na ONU, o Presidente citou o índio Raoni e disse que havia acabado o seu monopólio. E o que ele quis dizer foi: agora é a vez da índia Ysani Kalapalo, a índia de direita. Ou seja: esse é o governo sem ideologia!

O Cacique Raoni foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz 2020. A indicação se deve à dedicação que tem pelos direitos dos povos indígenas e a defesa da Amazônia, com projeção internacional. 

Enquanto isso, 16 representantes dos povos do Alto do Xingu (inclusive o povo Kalapalo) escreveram uma carta de repúdio[1] à representação indígena na comitiva presidencial.

Também há os indígenas que apoiam o governo atual, essa índia não é a única. Eles se intitulam “Agricultores indígenas”, principalmente no oeste do Mato Grosso: os povos paresis. Esses povos são produtores de soja. Isso explica muita coisa, não é mesmo? 

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