Hoje existem 30 partidos
políticos registrados no Brasil. Cada um leva em seu nome uma direção implícita,
por exemplo: democrático, progressista, trabalhista, cidadão, verde, comunista,
operário, cristão, republicano, social. Seja qual for a palavra, cada partido quer
apresentar uma mensagem, um grupo de ideias.
A tentativa de representar cada
segmento minoritário pode ter levado a esse grande número de partidos
políticos. Ainda temos, pasmem, 23 partidos em processo de formação no TSE. Com
isso, o Brasil poderá ter 53 partidos políticos. Cada um representando um
nicho: Partido do Autista, Partido Igual, Partido Capitalista Popular, Partido
Democrático Afro-Brasileiro, Partido Neossocialista.
Mas será que eles sabem mesmo o
que cada nome significa? Sabem a qual espectro político pertencem? É direita?
Esquerda? Centro-esquerda? Centro?
Exemplos europeus mostram que os
partidos de lá possuem historicamente uma estrutura sólida.
Os partidos de esquerda são
socialistas, social-democratas e trabalhistas. As principais defesas são: o papel
forte do Estado na economia, os direitos sociais e a proteção ao trabalhador.
Enquanto a direita é formada por
partidos conservadores, democrata-cristãos e liberais. Valorizam o livre
mercado, a iniciativa privada, preservação dos costumes e tradições, além da
segurança.
Sem comparar sistemas políticos
de países diferentes, o que queremos aqui é ver como os partidos são orientados
a um espectro e se mantem nele ao longo da história, bem definidos. Enquanto os
brasileiros buscam tanta representatividade, que muitas vezes, nem sabem a quem
representam de verdade.
Além disso, há outro agravante:
muitos partidos focam no candidato como personagem central e o eleitor vota na
pessoa, sem ao menos saber se aquele candidato se compromete com a ideologia do
partido.
Qual seria a saída para essa
pluralidade? Seria melhor apenas dois partidos? Colocar um teto? 10 partidos?
15? Ou continuar com muitos partidos e alterar o sistema eleitoral: mudar de
proporcional para distrital?
Há quem diga que o sistema
proporcional é o mais democrático, pois leva para o debate vozes das minorias. Por outro lado, o sistema distrital acabaria com a eleição de candidatos "puxadores de votos".
Humm...isso dá uma discussão:
vantagens e desvantagens. Humm...assunto para outro dia.
O que está em
jogo é: o quão fiel as suas convicções são nossos partidos? Ou mesmo: será que
eles tem um ideal a ser perseguido? E o quanto nós, eleitores, avaliamos isso na hora de escolher nosso candidato?

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